Nome: Benedita
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    [quinta-feira, fevereiro 10, 2005]

    A brincadeira 


    Apanhei o Papi e o mano Frederico a brincar aos carrinhos, neste caso "ao carrinho".
    Processava-se assim: o Papi tinha um carro telecomandado, que tentava estacionar na garagem. A garagem era a boca do mano Frederico, que para se manter aberta tinha dois mikados espetados, a servir de estacas.
    O Papi acha que é uma brincadeira perfeitamente inocente.


    Enviado por Benedita * 7:59 da tarde

    [segunda-feira, janeiro 31, 2005]

    Pin Up's 

    O Papi Gosta de Pin Up's.



    Enviado por Benedita * 11:40 da manhã

    [quarta-feira, janeiro 26, 2005]

    A Corrente Bloguistica 

    Pronto! Fui apanhada nas teias desta corrente, não sei quem é que começou com isto, mas eu vou acabar por descobrir. Quanto à menima Luzinha, acerto contas com ela mais tarde. Cá vão as respostas, e peço desde já desculpa às próximas vitimas, mas não posso quebrar a corrente, senão vou ter (mais) sete anos de azar:

    1. Have you ever used toys or other things during sex?
    Bem, eu até comprei um pato de borracha amarelo, mas o Papi roubou-mo.
    2. Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
    Para quê? O mais certo é acontecer o mesmo que aconteceu ao pato.
    3. What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
    Hummm… conseguir ir ao cinema ver um filme, sem que seja o Papi a escolhe-lo.
    4. Who gave you this dildo?
    Foi a
    Luz!!
    5. Who are the ones to receive this dildo from you?
    1.º
    Bidé
    2.º AnaP
    3.º
    Vit
    4.º TOM

    Portanto estes meninos terão de colocar no respectivo blog as perguntas e respostas e continuar com a corrente.



    Enviado por Benedita * 9:13 da manhã

    [segunda-feira, janeiro 24, 2005]

    Dia de Poesia 

    Este senhor era meu familiar, de certeza. :)
    É, talvez, dos poetas que mais gosto.



    Caranguejola

    Ah, que me metam entre cobertores,
    E não me façam mais nada!...
    Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
    Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

    Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
    Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira...
    Façam apenas com que tenha sempre a meu lado
    Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.

    Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
    Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
    Que querem fazer de mim com estes enleios e medos?
    Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar!...

    Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
    E eu aninhado a dormir, bem quentinho – que amor!...
    Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor –
    Plo menos era sossego completo... História! Era a melhor das vidas...

    Se me doem os pés e não sei andar direito,
    Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
    Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
    Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...

    De que me vale sair, se me constipo logo?
    E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?...
    Deixa-te de ilusões, Mário! Bom edrédon, bom fogo –
    E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...

    Desistimos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
    Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
    Tenham dó de mim, Co’a breca! Levem-me prá enfermaria! –
    Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.
    Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
    Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
    De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
    E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...

    Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
    Se quiseres ser gentil, perguntar como estou.
    Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras...
    Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou.
    Mário de Sá Carneiro



    Enviado por Benedita * 11:42 da manhã

    [quarta-feira, janeiro 19, 2005]

    O Ultimato 



    O Papi fez-me um ultimato. Diz que precisa, com urgência, que me case, pois alguém tem de gerir as empresas, já que ele se quer reformar e ir passear com a secretária (a secretária é mesmo a mesa, uma peça do Philippe Starck, que ele adora) para as Caraíbas.
    Assim sendo, deu-me para a mão uma lista, criteriosa, de requisitos, e que passo a expor aqui, para perceberem o meu inferno.

    " A menina deve procurar o que lhe digo, senão temos o caldo entornado, e não se atreva a aparecer-me em casa com um desses seus amigos, intelectualóides de esquerda, que se tal acontecer terei de enterrar o seu irmão Frederico, no jardim, deixando-o só com a cabeça de fora, e assim ficará durante uma semana. Passemos ao que interessa:
    - O candidato (???) deverá ter mais de 1,75 m, pois mais baixo do que isto fica ridículo a meu lado, e correria o risco de lhe chamarem taco de pia;
    - Aquando da aquisição não deve morar num apartamento com menos de 3 assoalhadas, pois menos que dois quartos é demonstrativo de pobreza;
    - Deve ser órfão de pai e mãe, que eu não estou para aturar velhos chatos, com a mania de se meterem na vida dos filhos;
    - Não deve usar bigode, nem barba que é de mau tom e dá ar de reles;
    - Idade entre 30 e 40 anos, pois mais do que isto não assegura uma reprodução eficiente, os genes já não estão no seu apogeu (veja o que deu eu ter engravidado a sua mãe quando ela já tinha 41, saiu aquela aberração do Frederico);
    - Deve ter uma conta bancária para cima de 1.000.000.000 €, pois eu não quero estar a sustentar chulos;
    - Fará um acordo pré-nupcial, em que deverá constar a obrigatoriedade de me oferecer, pelos anos, prendas que custem mais de 2.000€;
    - Terá de fazer toda a casta de análises, para eu me certificar que me dará netos em boas condições;
    - Os netos VÃO ser educados por mim, e após o casamento a menina deve engravidar imediatamente;
    - Deve ser um monárquico convicto, que estes defensores da República estão cada vez piores e em queda livre;
    - Tem de falar, pelo menos, cinco línguas;
    Aqui consta a primeira parte do que a menina tem de fazer, a segunda seguirá em breve, pois agora não me apetece escrever mais, já me doem os dedos de estar a agarrar na caneta, e fica registado, como prova da minha boa vontade e coração bondoso que podem (leia-se "vão ter de")
    viver aqui no Solar. Comece a fazer um rastreio aos seus amigos e conhecidos, para depois eu os entrevistar e ver se serve algum. 1, 2, 3 pode começar.
    Com os melhores cumprimentos
    Papi"

    Agora é que eu estou frita! Socorrrrrroooooooo!


    Enviado por Benedita * 9:34 da manhã

    [quarta-feira, dezembro 29, 2004]

    Rescaldo do Natal 


    Irra, que este Natal foi do pior. Verdade seja dita, o Natal aqui no solar da família é sempre deveras complexo.
    O Papi obriga o mano Frederico, anos após ano, a vestir-se de rena, atrela-lhe um trenó e fá-lo correr por toda a herdade, assim vestido, de chifres em riste na testa e só com um tapete fedorento de imitação de pêlo de alce.
    O mano, como simples que é, até acha graça, mas a Mamã quase que tem um ataque de nervos, só aguenta aquele espectáculo porque já emborcou antes três garrafas de gin.
    Mas este ano foi demais, tudo por causa dos copos.
    Os preparativos começam sempre dois dias antes, e a criadagem tem de retirar dos louceiros os melhores serviços de mesa, os talheres de prata, com o rebordo a ouro e os copos todos de cristal.
    Assim que os copos de uso diário começaram a ver a cena da lavagem dos copos de cristal, começou o problema.
    Dos armários onde os copos, digamos, normais, estavam começou-se a ouvir um burburinho, e uma enorme agitação. Depois passou a uma verdadeira algazarra.
    Não é que os copos normais se revoltaram?? A dizer que não há direito! Sempre que há uma festa são excluídos e discriminados, que eram tratados como uns ranhosos.
    E foi um crescendo, até que começaram a sair dos armários e se pegaram à cabeçada com os copos de cristal. Foi uma verdadeira chacina, não sobrou nem um para amostra. Nem dos normais nem dos de cristal. É que aquilo era cada cabeçada, que se faz favor.
    Conclusão: este Natal usámos copos de plástico. Que horror!



    Enviado por Benedita * 3:27 da tarde

    [segunda-feira, dezembro 06, 2004]

    A Festa 

    A Mamã, no sábado, resolveu dar uma festa. Os convites foram enviados com a devida antecedência e neles constava que os convidados deveriam vir mascarados. Seria uma festa de mascaras, claro está

    O Papi estava em polvorosa, pois tendencialmente odeia todos os amigos da Mamã, ou melhor, odeia as pessoas no geral, mas especialmente os amigos da Mamã, pois acha-os vazios e uma cambada de "porcos ocos, que nem dão para enchidos" (SIC).

    Eu, quando na sexta-feira me comecei a aperceber da situação, comecei a pensar em arranjar uma desculpa para estar fora do solar no dia seguinte, mas a Mamã parece que me adivinhou os pensamentos e lançou um aviso a todos os familiares: quem não estivesse presente na festa teria de ir com ela ás compras durante uma semana. Ora entre um martírio e outro, antes estar na festa, que pelo menos só duraria uma noite.

    Bem, lá me mascarei de Odalisca e desci para o salão. A Mamã já devia ter bebido três garrafas de gin (pelo menos) pois já estava muito bem disposta e com aquele ar característico dos fins de tarde, de olhos esgazeados, vestida de Joana D'Arc, só que com um penteado de 60 cm de altura. Cada vez que cambaleava um pouco pedia desculpas, ria-se e dizia que era da armadura.

    A mana Carminho escolheu um traje de princesa barbie (acho eu, a meus olhos era!), a mana Carlota arranjou um fato de Pierrot e o mano Frederico estava vestido de Gonzo (sim, o dos Marretas). Faltava o Papi, e as pessoas começaram a chegar e o Papi nada. Comecei a ficar preocupada. De repente, já não era só preocupação, mas pânico. O salão cheio de pessoas, a Mamã, como boa anfitriã andava de um lado para o outro (um pouco aos "esses", mas andava) e o Papi nada!Até que se deu a grande aparição: o Papi afinal tinha planeado a sua entrada. Apareceu ao cimo da escadaria só como veio ao mundo. Pode-se dizer que foi uma entrada triunfal, pois todo o salão se calou. O Papi desceu e começou a cumprimentar as pessoas, amavelmente, e os amiguinhos da Mamã, como bons lambe-botas, nada disseram ou comentaram. O Papi ia perguntando:- Não gosta do meu disfarce de Adão?

    A Mamã nem reparou, ou se reparou deve ter pensado que estava a alucinar, do gin.



    Enviado por Benedita * 2:22 da tarde